Gente, esse pudim carrega memórias tão gostosas que até me emociono! Era a sobremesa favorita da minha avó, aquela que ela fazia em todas as festas de família. O cheirinho de milho assando no forno tomava conta da casa e deixava todo mundo com água na boca.
Quando ela faleceu, pensei que nunca mais ia comer aquele pudim. Até que achei a receita num caderninho velho dela, escrito à mão, com aquela letra tremida. Chorei quando fiz pela primeira vez – ficou exatamente igual! Era como se ela estivesse ali comigo na cozinha.
Agora faço para minha família e já virou tradição. Meus filhos adoram, e sempre que sirvo para alguém novo, a reação é a mesma: “que coisa mais gostosa!”. Vou te ensinar essa receita preciosa exatamente como está escrita no caderninho da vovó!
Ingredientes da Tradição
Para o pudim cremoso:
- 2 latas de milho verde (escorra metade do líquido)
- 1 lata de leite condensado
- 3 ovos inteiros
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 1 colher de sopa de fubá mimoso
- 1 colher de chá de fermento em pó
Para a calda dourada:
- 1 xícara de açúcar
- 1/2 xícara de água
Opcional mas faz diferença:
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 1 pitada de sal
Ingredientes simples, but a técnica que faz toda a diferença! Vou te mostrar cada segredinho.
O Segredo da Calda Perfeita
Fazendo a calda primeiro
Comece sempre pela calda! Numa forma de pudim (aquela com furo no meio), coloque o açúcar e leve ao fogo médio direto.
Não mexa! Deixe o açúcar derreter sozinho, balançando a forma de vez em quando. Quando começar a dourar, aí sim você pode mexer com uma colher de pau.
O ponto ideal do caramelo
A calda está no ponto quando fica com cor de caramelo dourado – nem muito claro (ainda está açúcar), nem muito escuro (fica amargo).
Aqui vem o truque da vovó: quando chegar no ponto, adicione a água quente com cuidado – vai espirrar! Mexa até dissolver e incorporar todo o caramelo.
Espalhe bem a calda por toda a forma, inclusive nas laterais. Deixe esfriar enquanto prepara o pudim.
Preparando o Pudim Cremoso
Batendo no liquidificador
Coloque tudo no liquidificador: milho (com metade do líquido da lata), leite condensado, ovos, manteiga, fubá e essência. Bata por uns 3 minutinhos até ficar bem cremoso.
O fubá é que dá aquela consistência perfeita e intensifica o sabor de milho. É o segredo para não ficar aguado!
O fermento no final
Depois de bater tudo, adicione o fermento e dê só mais umas 3 batidinhas rápidas. Não bata muito depois do fermento – ele precisa agir no forno!
A massa vai ficar bem líquida e com cor amarelinha linda. Se ficar pedacinhos de milho, está perfeito – dá textura!
Assando com Perfeição
Banho-maria é fundamental
Despeje a mistura na forma já com a calda fria. Cubra com papel alumínio bem apertado nas bordas.
Coloque a forma dentro de uma assadeira maior e complete com água quente até metade da altura da forma do pudim. Isso é o banho-maria que deixa o pudim super cremoso!
Tempo e temperatura certos
Forno pré-aquecido a 180°C. Asse por cerca de 1 hora e 20 minutos. O pudim está pronto quando você espeta um palito e ele sai limpo.
Não tire o papel alumínio durante o cozimento! Ele evita que a superfície resseque e rache.
O Momento Crítico: Desenformar
Espere esfriar completamente
Aqui vem uma das partes mais importantes: tire do forno e deixe esfriar em temperatura ambiente por uns 30 minutos. Depois leve à geladeira por no mínimo 6 horas – de preferência de um dia para o outro!
Pudim quente ou morno desmancha na hora de desenformar. Paciência é fundamental!
Desenformando sem drama
Passe uma faca de ponta fina nas bordas, soltando bem. Coloque um prato em cima da forma e vire tudo de uma vez com movimento firme.
Se não soltar na primeira, não force! Mergulhe o fundo da forma em água quente por uns 30 segundos – o calor derrete levemente a calda e ajuda a soltar.
Dicas de Ouro da Vovó
Milho de qualidade: Use milho em conserva de boa marca. Os muito aguados deixam o pudim ralo.
Não pule o fubá: Ele é essencial! Sem o fubá, o pudim não firma direito e fica aguado.
Banho-maria sempre: Nunca asse direto! O banho-maria é que deixa cremoso e evita que rache.
Calda generosa: Não economize no açúcar da calda! Ela penetra no pudim e dá sabor extra.
Uma vez estava com pressa e não coloquei em banho-maria. O pudim rachou todo e ficou com textura de omelete! Nunca mais pulei essa etapa.
Variações Que Testei
Pudim de milho com coco: Adicione 1/2 xícara de coco ralado na massa. Fica tropical e delicioso!
Versão com queijo: Coloque 100g de queijo parmesão ralado. Fica agridoce incrível!
Pudim de milho cremoso: Use milho verde batido no liquidificador com um pouco de creme de leite. Fica ainda mais aveludado!
Com calda de goiabada: Ao invés de caramelo, derreta goiabada com água. Combinação mineira perfeita!
Os Erros Que Já Cometi
Desenformar quente: Na primeira vez, não esperei esfriar. Desmanchou todo – foi um desastre!
Calda muito escura: Deixei passar do ponto e ficou amarga. Tem que ser dourado, não marrom escuro!
Sem papel alumínio: O pudim rachou e ressecou por cima. Sempre cubra bem!
Pouca água no banho-maria: Secou durante o cozimento e queimou o fundo. Sempre complete se necessário!
O Valor de Uma Receita de Família
Mais que uma sobremesa
Toda vez que faço esse pudim, é como se minha avó estivesse presente. O cheiro, o sabor, a textura… tudo me transporta para aquelas tardes na casa dela.
Agora meus filhos estão crescendo com essa mesma memória afetiva. É lindo ver como comida une gerações!
Passando para frente
Já ensinei essa receita para minhas sobrinhas. Ver elas fazendo o pudim da bisavó com o mesmo carinho me enche de alegria.
Receitas de família são patrimônio! Precisam ser preservadas e passadas adiante com amor.
Como Servir e Impressionar
A apresentação perfeita
Sirva bem gelado, decorado com milho verde em grãos ao redor. Fica lindo e mostra o que é!
Acompanha muito bem com chantilly ou sorvete de creme. O contraste de temperatura é perfeito!
Para ocasiões especiais
Faço em forminhas individuais para festas – fica charmoso e facilita para servir. Tempo de forno reduz para uns 40 minutos.
Também já fiz em forma de bolo inglês – corta em fatias e fica super elegante!
Conservação e Validade
Bem tampado na geladeira, dura até 5 dias perfeitamente. But vai por mim, nunca durou mais que 2 dias aqui em casa!
Não recomendo congelar – a textura muda e perde aquela cremosidade especial.
O Momento da Primeira Colherada
Sabe aquele momento que você corta o pudim e a calda dourada escorre pelo prato? É pura magia! A textura cremosa, o sabor doce de milho, a calda caramelizada… perfeição!
Toda vez que sirvo para alguém novo, espero ansiosamente a reação. E nunca decepciona – sempre vem aquele “hmmm” de satisfação seguido de “preciso da receita!”.
O Legado da Vovó
Esse pudim representa muito mais que uma sobremesa gostosa. É memória, é afeto, é tradição. É o legado culinário que minha avó deixou e que continuo honrando a cada vez que faço.
Ela costumava dizer: “comida feita com amor alimenta o corpo e a alma”. E esse pudim faz exatamente isso – nutre, conforta, une, e perpetua memórias preciosas.
O Segredo Final
O verdadeiro segredo desse pudim não está só nos ingredientes ou na técnica. Está no amor envolvido, no respeito à tradição, no cuidado em cada etapa.
Quando você faz pensando em quem vai comer, com carinho e atenção, o resultado sempre é especial. E esse pudim é a prova disso!
Tenho certeza que quando você fizer, vai entender por que esse pudim é tão especial. Não é só gostoso – é acolhedor, é memória afetiva, é um abraço em forma de sobremesa!

